Carreira

Saiba como começou a história de Dani Lins no Vôlei e os pontos altos da carreira da campeã olímpica.

Por que o Vôlei?

A história de Danielle Rodrigues Lins no Vôlei começou em Recife, sua cidade natal, em 1998. Na época, Dani estudava no ginásio e praticava Natação, esporte que era até então seu preferido. Porém, por insistência de um técnico, que viu em Dani um talento nato e ainda a oportunidade de ganhar uma bolsa de estudos, ela deu uma chance ao Vôlei. Desde então, ela não voltou mais para a Natação. Dani jogou pelo tradicional Sport Club do Recife.

“Joguei no Sport por dois anos e participei de vários campeonatos. Até viemos a São Paulo para jogar alguns amistosos com Pinheiros, BCN e foi daí que conseguiram me ver jogando. Foi a partir do Sport que surgiram as oportunidades”, conta.

A mudança para São Paulo

Em 2000, aos 15 anos, Dani se transferiu para o então BCN/Osasco, a convite do clube, e lá ficou por seis anos. Foi justamente nessa época, que ela chamou a atenção da comissão técnica da Confederação Brasileira, e foi chamada para integrar a Seleção Brasileira nas categorias Infantil e Infanto-Juvenil, e ainda conquistou o vice-campeonato e o título mundial nessas categorias, respectivamente. Uma trajetória em ascensão!

O momento que quase encerrou a carreira

Em 2004, no ano dos Jogos de Atenas, Dani Lins teve que enfrentar um desafio que quase terminou sua carreira. Ela foi diagnosticada com uma arritmia cardíaca. E como naquele mesmo ano, houve casos de falecimentos no esporte por problemas cardíacos, a atleta teve que parar de jogar.

“Eu fiz de tudo para continuar jogando. Falei até que ia jogar no Japão, queria continuar jogando Vôlei. Era o que eu queria fazer, já tinha decidido isso. Mesmo durante aqueles seis meses em que fiquei parada e fazendo exames, eu tinha uma certeza: Era temporário. Eu voltaria a jogar! Eram só umas ‘férias prolongadas’. O lado bom foi poder descansar um pouco, esfriar a cabeça. Estava jogando muito e em duas categorias. Mas estava motivada pra voltar a jogar”, ela revela.

O retorno às quadras

Somente meses e infinitos exames depois, ela foi liberada para voltar e jogou a temporada 2005/2006 pelo EC Pinheiros. O clube chegou às quartas de final da competição, mas acabou superado por São Caetano.

Seleção Brasileira

A súbita interrupção na carreira não impediu Dani de ser chamada novamente para a Seleção Brasileira. Em 2006, jogando pelo Rio de Janeiro, ela ajudou o time a vencer três Superligas consecutivas e isso a levou à Seleção em 2009, vencendo a Copa Pan-Americana e o Grand Prix daquele ano. O primeiro de quatro que ela venceria pelo Brasil, mais três vice-campeonatos. O Grand Prix é uma das competições mais importantes do Vôlei mundial, ao lado do Campeonato Mundial e dos Jogos Olímpicos.

O Ouro Pan-Americano

Em outubro de 2011, Dani viajou para Guadalajara, com a Seleção, buscando reconquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. O Brasil havia perdido quatro anos antes, em casa, para Cuba. Mas no México, e contra a mesma adversária, a Seleção conquistou o Ouro com vitória por 3-2 na decisão. Dani ainda foi eleita a Melhor Levantadora da competição, superando todos os limites

O Ouro Olímpico

Quem pode esquecer a campanha de Londres 2012? Ninguém. O Brasil chegou como o atual campeão, porém a campanha foi bem diferente de Pequim, quando a Seleção perdeu apenas um set em toda a competição. Foi uma campanha difícil, onde o Brasil precisou de outros resultados para se classificar às quartas de final, fase em que enfrentou a Rússia num dos jogos mais dramáticos da história do Vôlei. A Seleção salvou seis set-points das russas, levou o jogo pro Tie Break e venceu por 3-2, com grande atuação de Dani, que virou titular no final da fase classificatória. O Brasil venceu o Japão na semifinal e os Estados Unidos na grande decisão, coroando uma campanha que entrou para os livros de história do esporte, e lá está escrito o nome de Dani Lins.

“2012 foi um ano muito agitado na minha vida. Estava jogando há anos na Seleção, muitas vezes como titular. Eu queria muito disputar as Olimpíadas e fiz de tudo para isso. Porém, a competição que antecede os Jogos é o Grand Prix, que eu não joguei. Estava certa que ia ser cortada. Mas não fui, e fui pra Londres, o que já foi a primeira grande vitória. A segunda foi vencer o Ouro e ainda jogando como titular. Com certeza foi o título mais importante da minha carreira”, conta.

O novo ciclo

No ano de 2013, Dani foi chamada desde a primeira convocação e teve um grande ano com a camisa do Brasil, vencendo o Montreux Volley Masters (sem perder um único set e Dani foi destaque do torneio ao lado de Fernanda Garay), o Torneio de Alassio e mais uma vez o Grand Prix, onde Dani foi escolhida a MVP da final, contra a China.

O Mundial de Clubes

Em 2014, Dani e o SESI venceram Osasco na final do Sul-Americano de Clubes, em Osasco, e por 3-0. O título valeu a vaga no Mundial de Clubes em maio daquele ano, em Zurique, na Suíça. O SESI bateu o Voléro Zürich, time da casa, na disputa do bronze por 3-2. No mesmo ano, o time chegou ao vice-campeonato da Superliga.

“Foi uma das minhas conquistas mais importantes para mim, jogando por clubes. Vencemos dentro de Osasco, com aquela torcida fanática e um timásso que tinham na época. Teve outras edições da Superliga que ganhei, que claro tem uma importância grande, mas aquele Sul-Americano foi o mais marcante”, conta.

O Casamento com Sidão

E foi justamente no SESI que Dani conheceu seu futuro marido, Sidão, atleta do time masculino. O casal namorou por três anos, ficou dois morando junto, mas todos os compromissos com o Vôlei acabaram adiando, porém não indefinidamente, os planos do casamento. O pedido veio em grande estilo, num restaurante em São Paulo, com uma profunda declaração de Sidão, antes de pedir a mão de Dani.

Crédito das fotos: João Passos/Brasil Fotpress.

“Ele me falou que já estamos juntos há três anos, sendo dois morando juntos, e praticamente casados. Foi quando disse: ”Você também merece isso”. E me puxou a caixinha com a aliança e perguntou se queria ser a mulher dele para o resto da vida. Eu disse para ele que não podia chorar no restaurante, mas comecei a lacrimejar”, disse.

A cerimônia aconteceu em Pindamonhangaba, e teve a presença de 400 convidados, entre eles Bruninho, Murilo, Jaqueline, Lucarelli, Rapha, Lipe, e outros tantos. O Globo Esporte marcou presença e fez a cobertura do casamento.

Crédito das fotos: Thais Audi/Fotoliê.

Dani, Atleta e Mãe

A família do Voleibol ficou maior em fevereiro de 2018. Na maternidade ProMatre, em São Paulo, nasceu Lara, filha do casal. O nascimento também teve a cobertura de equipes da Globo e Sidão ainda foi entrevistado ao vivo pela Rede TV! logo após o parto. Familiares de ambos vieram para acompanhar o nascimento e mesmo num dia cheio na maternidade, o momento foi único para todos, em especial, Dani Lins, agora mãe. E assim como sua companheira Camila Brait, que teve seu bebê semanas antes, Dani planeja voltar às quadras e integrar a Seleção no Campeonato Mundial, em setembro no Japão. (Fotos: Thais Audi/Fotoliê)

Contato

Quer agendar uma entrevista com a atleta ou contar com a participação dela em seu programa? Preencha o formulário abaixo e responderemos assim que possível!

Proposta Comercial

Quer contar com a presença da atleta em seus eventos e ações comerciais? Preencha o formulário abaixo e baixe a nossa proposta comercial.